Assembleia Apuc/Sinpro Goiás reforça necessidade de recomposição salarial, união da categoria e reabertura do diálogo institucional com a Reitoria
Na Assembleia Geral Extraordinária Apuc/Sinpro Goiás, realizada no dia 05/03 (quinta-feira), no Espaço Professor Juan Bernardino da Sede da Apuc, os(as) docentes da PUC Goiás aprovaram, por unanimidade, a reivindicação de reajuste salarial de 18,19% (dezoito inteiros vírgula dezenove por cento), índice correspondente à reposição das perdas inflacionárias acumuladas no período de 1º de maio de 2020 a 30 de abril de 2025, descontados os reajustes e antecipações ocorridas em 2022, 2024 e 2025, tomando-se como referência o INPC do período. A decisão expressa a mobilização da categoria em defesa da recomposição do poder aquisitivo da remuneração docente, da valorização do trabalho e de preservar a dignidade material da atividade acadêmica exercida na instituição.
Proposta busca corrigir distorções salariais
Do total reinvidicado, os(as) Professores(as) defendem a aplicação imediata de 8% (oito por cento), percentual já concedido pela Universidade aos(às) funcionários(as) a mais do que aos(as) Docentes. A categoria propõe que esse percentual seja em 1° de maio próximo.
A diferença restante, 10,19% (dez inteiros vírgula dezenove por cento) acrescida do INPC acumulado de 1º de maio de 2025 a 30 de abril de 2026 - poderia ser implentada de forma escalonada, em duas parcelas: 1º de setembro de 2026 e 1º de fevereiro de 2027. Para os(as) Docentes, a proposta representa um caminho responsável de recomposição salarial, capaz de reduzir as perdas acumuladas ao longo dos últimos anos e sinalizar o reconhecimento institucional do papel central desempenhado pelo corpo docente na formação acadêmica e profissional dos(as) estudantes; bem como na produção do conhecimento.
Incorporação de antecipações também está na pauta
A assembleia também deliberou pela reivindicação da incorporação definitiva aos salários, das antecipações ocorridas em agosto de 2024 e julho de 2025, com o pagamento dos seus reflexos sobre anuênios e quinquênios, retroativos ao 1° de maio dos respectivos anos.
As entidades representativas da categoria consideram a medida necessária para garantir transparência e segurança jurídica na composição da remuneração docente, evitando distorções na evolução salarial ao longo da carreira.
Negociação coletiva é direito constitucional
Outro ponto central aprovado na assembleia foi a retomada imediata do diálogo institucional entre a Administração Superior da PUC Goiás e as entidades representativas da categoria - o Sinpro Goiás e Apuc - para reabrir a mesa de negociação para avançar na construção de um novo Acordo Coletivo de Trabalho.
Para os(as) Docentes, a negociação coletiva - assegurada pela Constituição Federal - é um instrumento legítimo de regulação das relações de trabalho, capaz de equilibrar insteresses institucionais e assegurar condições dignas para o exercício da docência.
Novo Acordo Coletivo é considerado urgente
A categoria avalia que a celebração de um novo Acordo Coletivo de Trabalho tornou-se urgente diante do prolongado período de estagnação nas negociações coletivas e das perdas acumuladas ao longo dos últimos anos.
Esse cenário, segundo os(as) Docentes, tem gerado crescente preocupação e evidencia a necessidade de reconstrução de um ambiente institucional pautado pelo diálogo, pela transparência e pelo reconhecimento recíproco.
No caso específico de uma instituição com a relevância histórica, acadêmica e social da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, a construção de um novo e sólido instrumento coletivo assume importância ainda maior. Trata-se de iniciativa que pode contribuir decisivamente para o fortalecimento das relações institucionais internas para o resgate da valorização e da dignidade do trabalho docente, bem como para a promoção de maior segurança jurídica nas relações de trabalho, prevenindo conflitos e reduzindo a necessidade de judicialização de demandas que poderiam ser adequadamente solucionadas por meio do diálogo.
Reitoria pode destravar o impasse
Atualmente, o impasse nas negociações coletivas entre o Semesg (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Educação Superior do Estado de Goiás (Semesg) e o Sinpro Goiás (Sindicato dos Professores do Estado de Goiás) concentra-se, em grande medida, em questões específicas relativas ao corpo docente da PUC Goiás.
Nesse contexto, os(as) Professores(as) avaliam que a abertura de um canal direto de negociação entre a Administração Superior da Universidade e as entidades representativas da categoria poderá ser o caminho mais eficaz para a superar os entraves existentes.
Para a categoria, valorizar quem ensina é também investir na qualidade da educação, na formação dos estudantes e no futuro da própria instituição. A mobilização docente será fundamental para sensibiliar a Reitoria para que o diálogo seja retomado e a recomposição salarial avance como passo essencial para o fortalecimento da PUC Goiás.